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A empatia: o intangível que se converteu numa autêntica fonte de rendas para as companhias internacionais

A empatia, a habilidade de colocar-se no lugar do outro e entender o que a outra pessoa pode estar a sentir, em determinado momento, foi completamente desvalorizada durante anos. Sobretudo no mundo empresarial, no qual, os colaboradores lutam para evoluir em um ambiente competitivo e chefias mais tradicionais dirigiram as suas equipas com ‘mão de ferro´.

Actualmente, as coisas parecem estar a mudar. A empatia passou de um simples conceito relacionado com a inteligência emocional, transformando-se, assim, numa capacidade básica no momento de dirigir um grupo de indivíduos ou relacionarmo-nos com os outros no nosso posto de trabalho. Um intangível muito apreciado nas empresas mais bem-sucedidas que se encontra relacionado com o crescimento, a persecução de objectivos predefinidos, a produtividade dos colaboradores e, por fim, a obtenção de maiores benefícios económicos.

Os dados assim o confirmam. Desde há uns anos que a Global Empathy avalia os níveis de empatia de empresas de todo o mundo através de aspectos tais como: a cultura interna, a ética empresarial, o estilo de liderança, a percepção da marca através das redes sociais, a diversidade das emissões de carbono para a atmosfera ou a valoração dos seus CEOs.

A empatia como fonte de rendas e mais-valias

Os resultados deste último estudo «The Most Empathethic Companies 2016» revelam que as empresas que se encontram no  ‘top ten’ deste índice incrementaram o seu valor em mais do dobro  que  as que encontram nos 10 últimos lugares do ranking, chegando a gerar mais de 50% mais de valor. Quais são estas empresas? O Relatório assinala as empresas modernas que fizeram a gestão do talento como o seu grande valor no momento de competir no mercado global sempre em constante mutação e constantes mudanças: gigantes da tecnologia com sede em Silicon Valley como o  Facebook, Alphabet, Linkedin, Netflix a Microsoft, entre outros.

Tal como se refere na  Harvard Business Review, estas não terão sido as únicas a dar-se conta do valor da empatia. Sem ter de ir muito longe, temos o exemplo da Ryanair, a Companhia Aérea Irlandesa de voos low cost dirigida por Michael O’Leary criou, em 2014, o  programa ‘Always Getting Better’, tendo recebido, durante anos, ferozes críticas relacionadas com as suas duras políticas relacionadas com as restrições das malas de mão de embarque ou com a selecção dos lugares.

Assim, e depois de mudar as condições que aplicou durante anos, o seu benefício neto passou dos 867 milhões de euros para os 1.240 milhões de um ano para o outro. A reacção de O’Leary depois de conhecer estes dados não pode ser mais ilustrativa: “Se soubesse que ser amável  com as pessoas iria funcionar tão bem, teria iniciado a sê-lo há muitos anos atrás”.

Mas, porquê a empatia?

Na realidade, a pergunta deveria ser feita ao contrário: porque não usamos mais a empatia? O estilo de gestão tradicional é um dos grandes culpados. No entanto e, segundo os peritos, esta habilidade deveria estar na base de qualquer negócio, de tal forma que os colaboradores e funcionários se sintam valorizados e, como consequência, mais implicados no momento de lutar por objectivos comuns.

Isso sim, a empatia no ambiente laboral deve ser uma habilidade multidireccional e deveria incluir a compreensão cognitiva e emocional, não apenas dos colaboradores mas, também, dos líderes e por consequência dos clientes finais. 

Trata-se, ao fim ao cabo, de uma qualidade essencial para qualquer negócio com projecção e que tem o seu principal reflexo na gestão que as empresas das suas redes sociais: aquelas que são capazes de comunicar de autêntica, honesta e transparente estarão preparadas para dar o salto definitivo em um mercado cada vez mais competitivo.

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