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A inteligência artificial muda o funcionamento dos bancos

A inteligência artificial nos bancos já é uma realidade que não chega a ser percebida na magnitude que merece. Por este motivo, neste artigo será feita uma aproximação ao conceito, tentando deixar claro o que é e qual o valor para o setor financeiro.

O que é inteligência artificial?

A inteligência artificial faz referência a uma singularidade representada por máquinas. Isto é, a capacidade de máquinas ou software de agir com base em elementos externos. Este tipo de tecnologia será uma revolução em praticamente todos os setores porque os programas e as máquinas não têm mais funções predefinidas e fixas. Pelo contrário, com base na análise das necessidades do ambiente ou de qualquer outro estímulo, estas tecnologias podem modificar a sua conduta e o seu comportamento, para melhor responderem às necessidades. No setor financeiro, esta tecnologia está a descobrir caminhos nunca antes explorados.

Como é que a inteligência artificial afeta os bancos?

No setor financeiro, a inteligência artificial cumpre quatro funções principais: compreender as necessidades do consumidor, melhorar os produtos e serviços oferecidos, identificar e gerir o risco e evitar fraudes. Desta forma, cada um destes fatores será apresentado com mais detalhe. 

1. Compreender as necessidades do consumidor

Esta é uma vantagem que mais lucro oferece às entidades bancárias. Poder usufruir de um software inteligente, capaz de analisar os dados dos clientes e oferecer-lhes os produtos mais adequados, potencia de forma notável a contratação dos mesmos. Por exemplo, se um cliente tiver um alto gasto com combustível e uma entidade oferecer um cartão de crédito, que lhe permita descontar uma percentagem no reabastecimento, é muito mais provável que o compre. Assim, acontece com muitos outros serviços que, às vezes, os clientes não conhecem, mas que poderão ser de grande vantagem para eles.

2. Melhorar a Oferta

Por outro lado, a recolha e a análise comparativa de dados, feita pelos programas inteligentes, permitirá melhorar o tipo de produtos e serviços oferecidos. Se tem um fundo de poupança e oferece aos clientes interessados ​​uma explicação interativa, na qual eles tenham de passar por várias fases, é possível verificar onde os clientes perdem o interesse. Por último, deve destacar-se que esses mesmos dados podem ajudar a prever quais serão as necessidades dos utilizadores da Banca, o que permite ajustar muito melhor a evolução e a criação de novos serviços.

3. Gestão de risco

Atualmente, 15% do controlo de risco do banco recai sobre dados analíticos. No entanto, está a ocorrer uma mudança de paradigma, pois um relatório recente da MacKinsey & Company determinou que até 2025 a percentagem anterior aumentará para 40%. Os processos de machine learning cada vez mais são adotados por mais bancos.

4. Identificar a fraude

O uso da aprendizagem automática, que é uma das derivações da inteligência artificial dos bancos, também pode ser usada para detetar fraudes. Neste caso, a maioria das entidades bancárias usa técnicas para conhecer o consumidor. Isto ocorre porque os sistemas de análise do consumidor não supervisionados fazem um bom trabalho ao identificar padrões ou caraterísticas semelhantes. No entanto, não permitem identificar fraudes na primeira vez em que são cometidas, algo que os sistemas de análise supervisionados ou que as redes neurais difusas fazem.

Inteligência Artificial: Chatbots no atendimento ao cliente

Chatbots no atendimento ao cliente 

Outro fator que deve ser destacado é o chatbots (um programa de computador que tenta simular um ser humano na conversação com pessoas) como um elemento novo e bastante expandido para atender os clientes das diferentes entidades.

Mas como a inteligência artificial pode ajudar o atendimento ao cliente? Na criação de chatbots, algo como um “Siri” do iOS, mas para entidades bancárias. Um apoio ao cliente virtual que pode ajudar os clientes a resolver os seus problemas e dúvidas em tempo real.

15% do controlo de risco do banco recai sobre dados analíticos. No entanto, está a ocorrer uma mudança de paradigma, pois um relatório recente da MacKinsey & Company determinou que até 2025 a percentagem anterior aumentará para 40%.

Os hábitos do consumidor mudaram, porque há cada vez menos tempo disponível. Por esta razão, ir a um balcão para resolver problemas que poderiam ser resolvidos confortavelmente em casa é algo que se está a tornar cada vez mais tedioso e irritante. Isso ficou claro com o número de pessoas que migraram para os primeiros bancos que ofereciam serviços bancários online.

Apoio ao cliente virtual, também para vender

Outra característica dos chatbots é a capacidade de vender produtos e serviços. O utilizador que se sente grato ao apoio ao cliente virtual e que o considera útil, deposita no mesmo, uma elevada confiança, de modo que quando este lhe recomenda produtos e serviços, o cliente muito provavelmente lhe reconhece maior valor.

O utilizador que se sente grato ao apoio ao cliente virtual e que o considera útil, deposita no mesmo, uma elevada confiança

Por outro lado, estes também facilitam muito a vida de todos os clientes dos bancos que os incorporam. Isso é algo que, claramente, é muito importante para reter clientes e aumentar os lucros a médio e longo prazo.

Em suma, é claro que a inteligência artificial nos bancos é cada vez mais implementada, sendo um recurso que não deve ser desperdiçado. Portanto, qualquer entidade que ainda não faça uso das possibilidades oferecidas está, sem dúvida, no caminho incorreto

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