Opinión

Sobre a crise e a pós-crise da Covid-19: A incerteza

Primeira Parte: A incerteza

A incerteza relativa ao novo coronavírus – desde a sua origem até à sua vacinação ou ao seu tratamento ainda não encontrados, passando pelas caraterísticas ainda algo indefinidas com que ataca a saúde humana – lançou uma enorme onda de incerteza, que se estendeu do Oriente ao Ocidente, e que predomina.

é desejável que as pessoas saiam da crise que agora começa mais focadas nos valores universais e mais respeitadoras do outro nas suas diversas formas

Os diferentes Governos, e também o português, procuraram e procuram tomar medidas sanitárias mais ou menos apropriadas, mas não se sabe até onde irá a atual onda pandémica, nem se a ela se seguirão outras. Embora, aparentemente o ser humano infetado crie imunidade e se saiba que dezenas de instituições de investigação científica estão a procurar vacinas e medicamentos que resolvam a situação, prevalece uma grande incerteza. E essa incerteza também é agora social, política, económica e financeira.

Ninguém sabe quantas pessoas vão ainda ser afetadas por esta virose, nem quantas vão morrer desta causa. Ninguém sabe quanto tempo vai durar esta pandemia. Ninguém sabe quais as consequências reais. Percebe-se que terá profundas consequências, sobre todos os aspetos, mas os dados disponíveis não são suficientes para a clarificação dos cenários possíveis. De momento, impera a incerteza.

lançou uma enorme onda de incerteza, que se estendeu do Oriente ao Ocidente, e que predomina

É desejável que as pessoas, entretanto, ponderem as razões desta crise e se reencontrem consigo próprias e com os seus valores mais elevados. Aproveitando o tempo agora disponível para uma saudável reflexão e para fortificar os laços familiares e de amizade; é desejável que as pessoas saiam da crise que agora começa mais focadas nos valores universais e mais respeitadoras do outro nas suas diversas formas: seres humanos, animais, plantas e natureza em geral. Afastando-se de uma certa obsessão materialista e consumista, para centrarem a sua atenção e a energia disponível na realização de coisas verdadeiramente bonitas e úteis para si, para os outros e para o Todo. Procurando viver em paz, em harmonia e desenvolvendo o amor por si próprios, pelos outros e pelo Todo.

 

Luís Portela
Chairman da BIAL.
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