Opinión

A Transformação

Estes últimos meses vieram-nos mostrar o quanto somos, todos, resilientes. Nós e consequentemente as nossas organizações. Pelo lado das organizações houve uma precipitação na realização de planos, que se achavam de futuro próximo, mas que afinal se deram conta que o futuro era agora. Por exemplo, o trabalho remoto ou agilidade organizacional e a flexibilidade do tempo de trabalho dos colaboradores. E tudo isto a um nível mundial, nos quatro cantos do mundo. Pelo lado das pessoas, o facto de termos que criar uma outra rotina diária confinados ao mesmo espaço, a casa, e com os restantes membros familiares.

As organizações precisam das pessoas, elas têm que se identificar com a organização por forma a haver uma consolidação

Imagino que nos primeiros dias em grande parte dos lares, tenha havido o caos! Pelo menos no meu houve, até nos adaptarmos. Tudo isto entre muitos mais exemplos se traduziu num desafio que ao dia de hoje ficou rapidamente chamado de o “novo normal”. Acho que nos transformamos em autênticos experts de “trazer por casa” (desculpem-me a expressão), das novas tecnologias e da gestão do tempo, entre ensinar os nossos filhos a conectarem-se ao novo sistema de ensino e nos próprios criarmos as ligações que rara- mente utilizávamos. O estabelecimento de novos horários e rotinas, foi tudo uma vitoria. Em geral tudo isto correu bem, as pessoas adaptaram-se e as organizações que conseguiram ver os seus negócios minimamente afetados pela pandemia também. Foi uma prova de que quando é necessário conseguimos mudar/adaptar sem barreiras, sem haver desculpas.

E agora, que conclusões podemos tirar desta nossa experiência? Será que conseguimos ficar com o melhor dos dois mundos?

As organizações precisam das pessoas, elas têm que se identificar com a organização por forma a haver uma consolidação da “maquina”, não acredito que consigam viver só de projetos, estabelecimento de objetivos e da obtenção de resultados. As organizações também têm uma “alma”, têm uma cultura que as identifica que é determinante na sua posição no mercado e consequente estratégia para atingir as suas metas.

As organizações são feitas de pessoas, continuo a acreditar que é importante a vivência da cultura da empresa, senão acabamos simplesmente por nos identificar com nós próprios

As organizações são feitas de pessoas, continuo a acreditar que é importante a vivência da cultura da empresa, senão acabamos simplesmente por nos identificar com nós próprios e vamos esquecendo toda a cultura organizacional. Focamo-nos somente no nosso campo de atuação dentro da empresa e facilmente pomos em segundo plano o todo organizacional. A organização é um conjunto de todos os campos de atuação, é preciso uma visão genérica e de conjunto para uma maior agilidade da empresa, para vermos e chegarmos ao objetivo estratégico que é comum e que faz a organização chegar mais longe.

Descobrimos que há novas oportunidades e novas formas de atuar, seja em novas funções em novas áreas e em novos métodos de negocio.

O desafio é conjugar todos os fatores e oportunidades e polos a funcionar como um todo, tanto com o esforço das organizações como com o esforço individual de cada um.

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